terça, 25 outubro 2016 19:37

[57.2016] NUMA FLORESTA MÍTICA

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Sei que precisamos de dinheiro para viver e trabalhamos para ganhar dinheiro. Tudo é relativo, depende do trabalho e depende da vida que queremos viver.
Gosto de viajar e para alimentar este e outros vícios preciso do tal dinheiro mas... valerá a pena abdicar do que gostamos para investir no supérfluo?
De que me serve o luxo dum hotel de 5 estrelas, comer num restaurante com empregados vestidos a rigor se, ao regressar a casa, não tenho tempo para saborear as fotos que fiz. Se, para ganhar uns tostões, vou perder dias consecutivos a trabalhar! Um trabalho sub valorizado e mal pago.
Não, para mim, não vale a pena.
Eu gosto é disto. Fotografar, chegar a casa e brincar com as imagens. Poderei publicar ou não, acima de tudo, divirto-me.

Sendo preguiçosa por natureza, carregar mochilas pesadas com objetivas não é meu apanágio. Quando saio para fotografar levo a câmara e uma objetiva. Esta opção tem a vantagem de educar o olhar e faz-nos pensar e ponderar melhor antes de fazer a fotografia.
A escolha é uma questão de sorte. Se vamos fotografar a árvore centenária do Robin Hood a razão diz-nos para não levarmos a teleobjetiva. Apercebemo-nos que a razão erra quando cruzamos o caminho com um esquilo. Se nos aproximarmos demais, ele foge. Se ficarmos longe, a câmara não o vê. Uma certeza tenho, mesmo que levasse a mochila carregada de equipamento, o esquilo não esperava que eu trocasse de objetivas.

Ler 465 vezes Modificado em quarta, 23 novembro 2016 21:13
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1 comentário

  • Ligação de comentário Carlos Rocha terça, 25 outubro 2016 20:30 postado por Carlos Rocha

    Linda, linda de morrer . Aplaude o texto é a pura realidade

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